<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297</id><updated>2011-04-21T12:15:14.186-07:00</updated><title type='text'>Devaneios</title><subtitle type='html'>"Capricho da imaginação; fantasia, sonho, quimera", segundo Aurélio. &lt;BR&gt;

Jornalismo, esporte, poesias, dores, amores, sambas,  choros, angústias, rotina, aventuras, mudanças, permanências, diário, vivência... &lt;BR&gt;

Devaneios à vontade! Com uma dose de realidade...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-4859024450962074939</id><published>2008-12-11T12:57:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T05:21:14.709-08:00</updated><title type='text'>Ele*</title><content type='html'>Ainda a amava. Naqueles dias intermináveis, a vontade era escrever sobre amor. Queria prolongar aquela sensação de outrora recíproca o quão possível fosse. Não podia fazer isso, ela o havia abandonado, ido embora covardemente. Embora alegasse que ele fora avisado (mesmo que em outra língua). Como se estivessem falando de demissão com aviso prévio. De pagar a conta antes da sobremesa. De despedida sem saideira. De deixar a praia antes do sol se por.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Respiraram instintos, viveram entrega, se sentiram únicos, gozaram de uma intimidade digna de muito tempo, tendo acabado de se conhecer. Se amaram no momento em que seus olhos se cruzaram, quando despretensiosamente, ele lhe ofereceu um brinde. À nada, simplesmente aproximou seu drink do dela. Os copos se tocaram e ambos se surpreenderam com o calor que lhes tomou a alma imediatamente. Como se os copos representassem seus corpos. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sentiram seus cheiros, exalaram desejos e, por susto, ela recuou. Com palavras. Mas, por instinto, puxou seu corpo junto ao dela e se beijaram. Essa história já foi contada. Mas ele a repete, e repete e repete, não acreditando em seu fim. Camuflando sua despedida, buscando qualquer paliativo para alimentar e manter viva sua paixão. Para depositar nela a felicidade, que para ele foi pela primeira vez, "em forma de mulher".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O calor fluminense, os jogos no Maracanã, as beldades bronzeadas cariocas... Ele estava de volta, mas nada mais lhe chamava a atenção. E não sabia se tinha mais raiva dela, pelo que fizera; ou dele, por usar tão bem suas táticas de conquista e dar descarga na já sabida fórmula da não-paixão. Anos e anos de praia, de cidade maravilhosa, de curvas espetaculares, sexos incríveis, performances inatingíveis. E lá estava ele de quatro, como já deixara tantas outras. Por ELA. Que lhe avisara. Que ele, no fundo, não conseguia ter raiva. E que a milhões de quilômetros de distância estava. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A bendita música clássica lhe vinha à cabeça. Os quadros desconhecidos lhe despertavam curiosidade. Era mentira, tudo girava em torno dela e do que pudesse agradá-la. Vagou pela orla sozinho. Passou noites em claro. Semanas sem beber. Amigos ligando, ele nada de atender.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Até que ouviu o som do pandeiro, reparou no choro da cuíca, se emocionou com o som do cavaco. Era carnaval. Fazia calor. Corpos definidos e seminus desfilavam. E ele foi para casa, escrever sobre amor. E virou a noite com as palavras, sentiu cada letra e muito chorou. A alma lavou e, quando o dia ameaçou amanhecer, ainda com lágrimas, colocou sua fantasia. E foi para avenida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Por mim, dando (abusadamente) continuidade a um texto que "não pode" ser publicado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-4859024450962074939?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/4859024450962074939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=4859024450962074939' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/4859024450962074939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/4859024450962074939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2008/12/ele.html' title='Ele*'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-806417489182447567</id><published>2008-09-13T09:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T09:06:00.846-07:00</updated><title type='text'>Miúdo</title><content type='html'>Sabe onde mora a certeza do meu amor por você? Nas idiotices. Sim, nas idiotices. &lt;br /&gt;Eu amo cada coisa boba, cada coisa à toa, cada coisa que passa despercebida para um mundo que tanto repara. &lt;br /&gt;Amo cada coisa sua, cada coisa nua, cada coisa muda, que no resto nada causa. &lt;br /&gt;Amo cada detalhe, que por mais que nem repare, tanto me diz. &lt;br /&gt;Amo suas cores, dizer seu nome, sentir teus braços. &lt;br /&gt;E, em cada abraço, noto seus pêlos, esqueço seus erros e me acho perfeita. Por estar ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo ficar perdida, desnorteada e, ainda assim, não querer um mapa.&lt;br /&gt;Amo como ao teu lado renovo o amor, mesmo depois de tanto dissabor. &lt;br /&gt;Amo ver que são só dificuldades e, apesar dos pesares, quando longe, só sinto saudade.&lt;br /&gt;E como fodam-se as horas, tempos de outrora e o futuro ainda mais. Eu amo nosso presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa cama quente, e a sincronia inconsciente de nossos corpos.&lt;br /&gt;Amo dividir meu copo, matar sua sede, saciar todas as minhas necessidades.&lt;br /&gt;Amo te ver contente, mesmo que quase sempre, deixe comigo momentos de baixa.&lt;br /&gt;Amo meu desprendimento de estando longe, saber viver.&lt;br /&gt;E, ainda assim, quando vejo sua imagem; quando me diz bobagem, só sei com tamanha intensidade, te querer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo a maneira de me imitar. E sua mania de comparação.&lt;br /&gt;Amo sua aversão às toalhas, suas bocas e caras&lt;br /&gt;Sua percepção da língua portuguesa e observação das minhas falas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo teu sorriso espontâneo, como naquela foto que estamos felizes.&lt;br /&gt;Amo teu desejo simples, necessidade física e a cobrança por eu ter na minha vida, diretrizes. &lt;br /&gt;Amo sua contradição que espera de mim o que quer e precisa de você.&lt;br /&gt;Amo o quanto me inspira, excita e instiga, tumultua e, por ora, desestimula.&lt;br /&gt;Amo querer te escrever, mesmo que, por essa recíproca, tenha sempre que mendigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre tentar melhorar e continuar a acreditar que um dia vai dar certo. Nosso amor.&lt;br /&gt;Torto e disperso, preguiçoso e lúdico.Verdadeiro.&lt;br /&gt;Amo porque nada disso pode ser mensurável. &lt;br /&gt;E, em meio às suas tantas infundadas desconfianças, esta pode ser mais uma brincadeira minha, digna de jardim de infância. &lt;br /&gt;Amo quase a culpa por ser mais nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo o amor que sinto, que quase me faz acreditar em tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-806417489182447567?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/806417489182447567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=806417489182447567' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/806417489182447567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/806417489182447567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2008/09/mido.html' title='Miúdo'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-3858196049094115155</id><published>2008-06-10T19:01:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T19:02:42.750-07:00</updated><title type='text'>Um caso de amor tricolor</title><content type='html'>O acaso ditou a noite. O destino os aproximou. Era dezembro de altas temperaturas, céu claro e lua fina. Pelas esquinas cariocas, os copos estavam cheios e os hormônios andavam inquietos. Não se conheciam, mas já tinham muito em comum: a profissão, a boemia, a intensidade, a alma insaciável e a paixão futebolística por tricolores distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro e alegria fazia parte da vida desses dois torcedores, totalmente devotos do esporte bretão. Freqüentavam estádio, liam tudo sobre o assunto, trabalhavam com o tema e, se pudessem, respirariam, comeriam e beberiam da modalidade que Charles Miller nos trouxe.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A incerteza do ano que começaria, o carnaval anunciado mais cedo e o espírito já descompromissado com 2007, fizeram com que ambos vivessem dias leves, cujas preocupações se resumiam em onde saciar a próxima sede, que amigos encontrar ou com quais jogadores para a temporada seguinte sonhar. Os campeonatos estavam encerrados, mas não tiravam férias de seus clubes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram naquela noite para o mesmo lugar, com pessoas em comum, mas não se perceberam. O show estava chegando ao fim, e não faziam idéia que a noite estava só começando.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, trocaram olhares. Ela se aproximou e, num gesto espontâneo, encostou delicadamente sua cerveja - já não mais tão gelada, na dele. “Tin tin”. Começaram a conversar e o papo não mais cessou. Amigos não demoraram a aparecer e, tardiamente, apresentá-los. “Já nos conhecemos”. Sim, e muito mais que podiam imaginar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos já eternizados instantes que estavam juntos sentiram aquela descarga elétrica lhes tomar o corpo, sensação que somente os corações vagabundos são capazes de causar, só quem sabe a paixão vive, somente quem não respira regras e domínios, sente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos estavam íntimos, passeavam um pelo outro em admiração. Gozavam de uma cumplicidade instantânea e sabiam-se recíprocos. Sem desconfiar do universo paralelo em que habitavam, conhecidos se aproximaram propondo a saidera. Responderam juntos, sem hesitar: “Vamos para qualquer lugar’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importaria se dia ou noite, se pizza ou porção, se chope ou vinho, se aqui ou ali. Apenas se queriam perto, desejavam que não acabasse nunca mais aquele brilho de quem se encanta, o arrepiar dos pelos, o sufocamento que vai até o estômago sentir frio, a sensibilidade do tato. A qualquer toque ou esbarrão eram tomados de um torpor indescritível. E queriam mais e mais de tudo isso e mais além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram à Guanabara. Juntos no banco de trás, fazendo de suas coxas quase uma, tamanha vontade com que se encostavam. Chegaram. À frente, um amigo do grupo pediu mesa para quinze. Num ato impensado, ela o puxou para o canto da varanda, necessitava se entorpecer entre tragos e goles, respirar o sereno, sentir a noite lhe embebedar, perder o que lhe restava dos sentidos, saber sobre ele o que pouco importaria, afinal, nada mudaria o rumo e a certeza de tê-lo por inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O clima está tão agradável, vamos sentar aqui fora”. Ele a olhava deslumbrado, pronto para lhe dizer qualquer sim. Faria qualquer coisa para aquela menina que lhe oferecera num brinde tudo o que ele queria - e não sabia nem esperava. Estava recém separado, não procurava pelo amor. Mas foi encontrado. Os olhos verdes que mudam de cor, o sorriso fácil e jeito espontâneo o chamaram e ele já estava viciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxou a cadeira para que ela se sentasse e se acomodou ao seu lado. Sem receios, deixaram para lá os demais, não queriam mais vozes e outros assuntos. Se bastavam. Estavam a sós nesse mundo.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano que se despedia tinha dado a paixão dos dois, muita alegria. O Fluminense espantara de vez a queda para as segundas e terceiras divisões. O São Paulo nem tomou conhecimento da possível crise gerada pós-eliminação da Libertados. Cada um ganhara seu título nacional, eram donos do país do futebol. O tricolor das Laranjeiras (“Único tricolor, o oficial” dizia a ela.), conquistara a Copa do Brasil; o time do Morumbi se consagrara como primeira equipe a vencer cinco vezes o Campeonato Brasileiro. Se encontrariam certamente pela América.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaram sobre futebol, sobre sexo, trabalho, lazer, férias, viagens, amigos, fofocas, celebridades, intrigas, vida. Ele contou sobre o casamento de sete anos terminado há pouco, a filha que esta relação lhe deu, as dificuldades e mazelas da realidade burocrática e emocional que tinha de enfrentar. Ela resumiu sua chegada ao Rio, contou-lhe quão prazeroso e dolorido era viver a 500 Km de sua família, do clube do coração e de amigos queridos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A madrugada já havia se anunciado há tempos, mas para eles tanto fazia. Os companheiros esquecidos vieram se despedir, mas passaram despercebidos, nada desviaria a atenção que davam um ao outro. Ainda ficaram mais chopes, mais cigarros, mais abraços, até que se beijaram. Chegara a hora de ir embora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pediu a conta tantas e tantas vezes. O garçon mal humorado não a trazia. Já no estado que gostaria de ficar quando chegou, propôs com cara de menina levada que há horas já articulava aprontar alguma: “Vamos partir sem pagar”. Que nem crianças, os dois saíram bar afora, rindo dos postes e calçadas, inatingíveis, invisíveis, levitando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queriam dizer tchau, não poderia terminar assim, não queriam saber se poderia ou não ter mais amanhã. Queriam o hoje. Agora. Caminharam pela orla carioca e acabaram num quarto de motel. Ela não toparia normalmente, mas estava com ele e nada parecia mais normal. E assim, começou a se despir enquanto contava uma história. E o fazia numa naturalidade que ele nunca vira antes. Tirava toda sua roupa enquanto falava, como se o fizesse há anos na frente dele, como se curtissem a intimidade de um casal antigo. Nua, caminhou até o frigobar, pegou uma cerveja e continuou o causo que contava, já prestes a acabar. Ele olhava fixamente para ela, admirando seu jeito, seu corpo, seus belos seios. Não ouvia, apesar da atenção que prestava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a mão em seus longos cabelos negros, deslizou pelo seu braço, a envolveu no seu corpo. Pequena, coube inteira ali. Faziam amor enquanto se tocavam. Confundiram seus cheiros, misturaram seus beijos, trocaram suores. Experimentaram novos gostos, chegaram a lugares desconhecidos, se percorreram por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma noite de lances incríveis e belos gols. Mas, como todo jogo, veio a hora do apito final. Ela levantou assustada, olhou o relógio e viu quão atrasada estava. Procurou sua calcinha e a achou no chão, rasgada. Colocou seu vestido e foi trabalhar. Disse adeus e partiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou no trabalho com a roupa do dia anterior, exalando alegria, cheiro de sexo e amor. Sem calcinha. Sem disfarces. Encontraram-se ao fim deste dia. Do seguinte. E dos outros que viriam. Ela viajou no Reveillon e ele foi para a pré temporada do seu tricolor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaram às terras fluminenses e, assim, começou o campeonato paulista e carioca, o ano e o namoro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-3858196049094115155?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/3858196049094115155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=3858196049094115155' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/3858196049094115155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/3858196049094115155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2008/06/um-caso-de-amor-tricolor.html' title='Um caso de amor tricolor'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-4496625916294606540</id><published>2008-03-04T08:22:00.000-08:00</published><updated>2008-03-04T09:04:25.186-08:00</updated><title type='text'>Permissão pro amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/R82AXON43FI/AAAAAAAAADg/Yfm92NPcZrw/s1600-h/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/R82AXON43FI/AAAAAAAAADg/Yfm92NPcZrw/s320/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173932683360263250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Resolvi parar um pouco para dissertar sobre o amor. Amor? Sim, por que não? Há coisa melhor? Esse sentimento tem algo de engraçado se o levarmos à uma proporção maior que o egoísmo de nossos corações. Não raras vezes, ele acontece em conjunto. É como amigas que menstruam na mesma data. Quando ele aparece - ou some - de um jeito ou de outro, todos sentem. Estamos numa fase de paixões e rupturas. Mas há pouco, amargávamos a inércia... Os casais que estavam juntos assim permaneciam, os solteiros nada arrumavam e quem entrava em nossas vidas, nada dizia. E eis que o mundo sacode. Alguma coisa fica fora de ordem (ou finalmente se encaixa?), e a vida de todos dá uma balançada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E nesse turbilhão de emoções, nos encontramos. As festas de início de ano, o calor do verão carioca, o peito inquieto que não nos deixa dormir cedo, nos leva às ruas. As sensações que tão bem conhecemos nos enganam, e aparecem como se o fizessem pela primeira vez. E nós acreditamos. E ficamos perdidos. E assim, desejos, angústias, falta de controle e inseguranças nos levam às mesas de bares. Que não à toa, funcionam tão bem quanto um divã de analista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E neste cenário tenho ouvido muitas histórias, inéditas e repetidas, surpreendentes e cansativas. Que refletem a vivência de cada um dos personagens e enrique o repertório de quem as ouve. Divagando sobre tais desabafos, incluindo os meus - que tanto falo e já não suporto mais ouvir - tirei algumas conclusões...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como é bom, por mais duvidoso e angustiante que possa ser, passarmos por tais respectivas situações. Somos bravas, guerreiras e independentes. Na profissão, nas relações familiares e com os amigos, somos movidas pelo amor. E este, para todas, estava justamente faltando onde tão importe é: na vida amorosa. Finalmente, ele apareceu para nós. E se despediu de outros. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                   ***&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O cenário era o tradicional palco de nossas discussões, as cabeças já estavam tomadas de cervejas. E, claro, a pauta era a mesma há horas. João largou Patrícia. André terminou com Joana. Paulo trocou a Vivian por outra. Junto a nós, uma jornalista atípica, dessas tímidas e quietas, que pouco bebem e nada se abrem. Ao fim da conversa, a despedida. Ao chegar em casa, um email coletivo: "E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...". Essa frase, fragmento de um poema do Pablo Neruda, resume tudo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O email veio da amiga atípica. Que, apesar de calada, nunca chorou a dor do amor em silêncio. Nem tampouco deu um escândalo. Jamais viu a vida sem cor. Menos ainda colorida. Nem uma vezinha sequer perdeu o chão ou achou que o mundo pudesse acabar antes que aquelas lágrimas cessassem. Não, ela nunca andou nas nuvens. Acha que é papo de livro. Nó na garganta, coração apertado, medo da perda, dor da saudade. Sensações que assustam e, claro, não fazem bem. Mas o que seríamos sem elas? Quão bom é sentí-las e superá-las ao primeiro toque do telefone que anuncia o nome dele? Ou mesmo, enterrá-las com o fim da relação. Que machuca, mas não mata.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que nos mata é não viver, não sofrer, não se dispor a morrer por amor. Porque temer, abdicar ou fugir disso, é sim, a morte. Ou pior, um suicídio homeopático. Diário. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas não basta encararmos a vida e nos permitirmos viver. Há de se saber como. Porque, se sofrer é bom, ser feliz nem se fala. Ao lado do amado, então, não há descrição. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/R81-5uN43EI/AAAAAAAAADY/UB-py71nDUk/s1600-h/pensar2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/R81-5uN43EI/AAAAAAAAADY/UB-py71nDUk/s320/pensar2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173931077042494530" /&gt;&lt;/a&gt; E vejo cada vez que mais que pensar tem atrapalhado e espantado sorrisos recíprocos. Nos submetemos a interpretações que fogem à nossa alçada. Não vamos nunca saber o que ele quis dizer com "aquele oi num tom diferente", ou no telefonema que foi breve sem te amo na hora dos beijos e tchaus. Porque tudo isso não passa de paranóias da nossa cabeça, que gosta de problemas, dissertações e suposições malucas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por ora, as deixemos de lado. E vamos ser felizes, ao menos por termos em quem focar, sentir falta, brigar, ligar e amar. Mesmo que em silêncio. Sendo a sorte do amor tranquilo ou vindo já com pacote completo, não importa. Mesmo que o som do carro toque a música dos seus sonhos, ou que ele fuja dos padrões - louca - e previamente estabelicos pos nós. Apesar dos mil pesares e todos os "mas" e "mesmo que", vamos viver e ser muito felizes! E esquecer de pensar...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Autofagia *&lt;br /&gt;"Se o coração pudesse pensar, pararia"&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a minha cabeça&lt;br /&gt;parasse &lt;br /&gt;e pensasse um pouquinho&lt;br /&gt;ela parava de pensar&lt;br /&gt;pra sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Postado no blog http://desregularidades.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-4496625916294606540?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/4496625916294606540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=4496625916294606540' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/4496625916294606540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/4496625916294606540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2008/03/resolvi-parar-um-pouco-para-dissertar.html' title='Permissão pro amor'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/R82AXON43FI/AAAAAAAAADg/Yfm92NPcZrw/s72-c/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-2164330068993387278</id><published>2007-04-10T11:46:00.000-07:00</published><updated>2007-04-10T12:57:58.989-07:00</updated><title type='text'>História da dona Rita</title><content type='html'>Dona Rita é nascida e criada em uma pequena praia do litoral sul do Rio de Janeiro, da qual se tem acesso via barco ou trilha. Dona Rita tem no currículo 94 anos de praia do Sono, muito sol na cabeça e calos nas mãos; rugas que mostram o passado, mas não revelam sua idade; seis filhos e oito netos. Em sua casa são servidos deliciosos pratos acompanhados de uma cervejinha gelada. Um rústico camping foi montado em seu terreno. Bromélias, galinhas, cachorros nativos, gatos selvagens e árvores que abraçam com suas sombras, dividem espaço com algumas barracas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Rita tem amor pela vida, apesar dos dissabores que o destino lhe reservou. Com olheiras e olhar profundo, revela que acredita no primeiro e único amor. Se acha privilegiada por ter tido e, intensamente, vivido o seu. Embora sua história mão tenha o final feliz dos contos de fada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aprendi com meu véio, que adorava viver, a gostar da vida mesmo quando ela tá cheia de problemas – revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Rita conheceu seu Aristides ainda menina-moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não foi nada arranjado não, foi amor de verdade – garante sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casaram-se e tiveram seus filhos. Todos nascidos na praia do Sono. Augusto César, o mais velho, mora fora. Jorge administra o camping e o caçula Anísio é barqueiro do luxuoso condomínio das Laranjeiras. Osíris, o barqueiro, é cheio de histórias de pescador, sua isca já fisgou peixes maiores que a vã imaginação pode fabricar. Anísio já enfrentou mares que nem Hollywood saberia reproduzir.  Duvida de Osíris? Se sim, o faça enfaticamente, de forma desafiadora. Anísio diz, Osíris prova. Afinal, Osíris ou Anísio, dona Rita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O nome dele é Osíris desde que minha regra não veio e eu tinha certeza que no lugar dela viria um menino. O parto foi complicado... Culpa daquela parteira! Então meu marido foi ao cartório sozinho e registrou o Osíris como Anísio. O povoado e todo resto da família chama ele de Anísio. Mas eu não. Para mim ele é meu filho Osíris, desde que minha regra atrasou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da divergência em relação ao nome, dona Rita e seu Aristides sempre foram muito felizes. Tiveram “de namorico, mas sem beijo, noivado e casamento 59 anos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ia chegar até a sessenta, setenta e até oitenta, não fosse a tragédia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 19 anos dona Rita não sai da praia do Sono. E se tem algum arrependimento na vida, é ter deixado a pátria amada, mesmo que a passeio. Acredita que pertencemos a terra que nascemos e que é nela que devemos morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto César pensava diferente. O primogênito, único a ir na contramão da vida nativa pregada pela mãe, resolveu ganhar o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já era macho criado. Queria que ele fosse não. Mas se vai, leva junto minha benção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Augusto César casou-se com uma moça da cidade grande, morou em diversas capitais e, depois de muitas viagens, resolveu oficializar sua união com uma grande festa, na casa de veraneio do sogro, na praia de Guaratinguetá, litoral norte de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preparativos rolavam soltos no casarão, enquanto na praia do Sono a família festejava. Foi uma semana de peixadas e cachaças. As meninas experimentavam seus vestidos e punham-se a desfilar, seguidas pelas suas mães, que distribuíam broncas preocupadas com a roupa cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos iriam sábado pela manhã, dormiriam no casarão da festa e retornariam às suas vidas no domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca gostei de sair daqui não, mas quando tinha alguma coisa eu ia. Ms pousar em casa de gente da cidade, aí não. Eu gosto é da minha vidinha aqui, da minha simplicidade, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Aristide concordava com dona Rita e também não tinha planos de dormir fora de casa. Decidiram então que iriam de barco, assistiriam à cerimônia e voltariam logo após.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu estava claro e limpo, muitas estrelas e uma lua cheia iluminada testemunharam a grande festa. No gramado do casarão, o sim foi recíproco e as alianças foram trocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme combinado, o casal nativo da praia do Sono começou a levantar acampamento. Os pais de noiva interviram, a recém casada implorou por suas presenças no almoço dominical. Acabaram cedendo, mas com uma condição: “Pousaríamos no barco”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ancorados, dona Rita e seu Aristides conversavam. Ela falava sobre a passagem do tempo e o crescimento dos filhos. Ele contava como o mar estava mudado, se queixava de quão mal o homem fazia à natureza, de como os peixes estavam escassos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele olhou o céu, o mar e disse: "num falei que o homem só tem feito besteirada... Vê se pode mulher, o homem conseguiu enlouquecer o tempo! Amanhã vai ter mudança brusca, temos que partir logo cedo" - enquanto as lágrimas saltavam aos olhos de dona Rita, as palavras saiam vagarosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram se deitar, se despediram com os lábios e dormiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o amanhã do seu Aristides veio antes do raiar do sol. Durante a madrugada, um forte trovão o acordou. Ele se levantou, foi até o leme e confirmou sua previsão, embora tenha errado a hora em que se realizaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva aumentava conforme o tempo passava. Até virar torrencial. Querendo fazer parte do cenário, o vento apareceu o passou a soprar incessantemente. O raio embelezava o céu. Os trovões assustavam até Netuno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já de pé ao lado do marido, dona Rita temia pelo pior. E ele não tardaria a chegar. Seu Aristides tentava, em vão, remover a água que alagava o barco com um pequeno balde. Mas a natureza estava no comando, e não se podia contra ela. Revoltado, o ventou aumentou. Tamanha força e intensidade faziam os pingos da chuva caíam doídos no ombro calejado do velho do mar. O barco virou. Seu Aristides sentiu como nunca o salgado da água. A temperatura era quente, como quando eram crianças e brincavam no raso debaixo da chuva de verão. Em meio à correnteza, se abraçaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forte onda os separou, e o velho foi jogado para longe. Antes de se perder no oceano, ouviu o grito de sua amada. Num esforço sobre-humano nadou, remou, bateu pé, tentou de costas, lutou com o mar, seu antigo companheiro, como um bravo guerreiro. Aproximou-se de sua mulher, que já estava perdendo os sentidos. Fez com que os seus se alimentassem da sobrevida que lhe restava e funcionassem a todo vapor. Encheu seus pulmões cansados e mergulhou, tateou o barco virado que tão bem conhecia e voltou à superfície com uma corda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Aristides amarrou sua amada junto ao barco e se entregou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No casarão, toda a família, que já tomara providências ao primeiro trovão, iniciava as buscas. Graças ao amor e à bravura de seu veio, dona Rita foi encontrada, junto ao braço virado, com vida. Seu Aristides nunca foi encontrado, nem roupas, nem corpo, nem pertences. O velho se incorporou àquele que o criou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele sempre foi filho do mar. Salvou minha vida... Ainda tentou se amarrar junto a mim, mas a natureza o levou. E ele, que tanto amava a vida, foi apresentado à morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-2164330068993387278?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/2164330068993387278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=2164330068993387278' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/2164330068993387278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/2164330068993387278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2007/04/blog-post.html' title='História da dona Rita'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-8116203105279755964</id><published>2007-03-29T07:27:00.000-07:00</published><updated>2007-03-29T08:14:41.733-07:00</updated><title type='text'>Apanhando dos ponteiros</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/RgvOE59WOLI/AAAAAAAAADM/rgRcUUbYTSc/s1600-h/relogio-doido1.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/RgvOE59WOLI/AAAAAAAAADM/rgRcUUbYTSc/s320/relogio-doido1.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047354391071701170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos encaro batalhas intermináveis numa luta sem fim contra meu relógio biológico. Os ponteiros que o regulam são independentes e muito mais teimosos que eu. Vinte e cinco primaveras depois, finalmente a paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tentei, em vão, organizar meus horários. Perda de tempo. Eles continuam envoltos à zona descriteriosa que sempre estiveram. Trabalhando insanamente ao longo de mais das teóricas 8h/dia, acordando cedo para fotossíntese ou uma corrida, minha última tentativa de dormir cedo foi feita há pouco. E abandonada agora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete da manhã de pé, sono no trabalho, sono no almoço, sono de tarde.  Oito da noite a melatonina (hormônio do sono) vem com todas força... Justo na hora que não posso dormir, senão acordo no meio da madrugada. Dez da noite, hora de ir para cama... Pronto: pique total!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei antes da meia noite dias e dias. Rodei para um lado. Mudei para outro. Nada. E o mais curioso que sempre estudei de manhã, tantas vezes levantei com o sol nascendo e meu reloginho nunca se acostumou a dormir cedo. Mas se adaptou perfeitamente às poucas 4h, 5h/noite de cama.  Ok relógio biológico....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveite a manhã, trampe durante toda a tarde, caia sempre na night, curta a madrugada chegando. Afinal, dormir para quê?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-8116203105279755964?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/8116203105279755964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=8116203105279755964' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/8116203105279755964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/8116203105279755964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2007/03/apanhando-dos-ponteiros.html' title='Apanhando dos ponteiros'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/RgvOE59WOLI/AAAAAAAAADM/rgRcUUbYTSc/s72-c/relogio-doido1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-744949175549381361</id><published>2007-02-28T10:12:00.000-08:00</published><updated>2007-02-28T10:32:00.732-08:00</updated><title type='text'>Emancipação sexual às avessas</title><content type='html'>Vejo grande parte da população feminina consciente, ganhando seu próprio dinheiro, bancando suas contas e, se for o caso, de seus dependentes; expondo intimistas, mesmo que graciosamente, suas opiniões. Observo-as discursando enfáticas sobre sexo enquanto prazer separadamente de amor, sobre satisfazer seus corpos e realizar seus desejos. Mas, na hora do “vamo ve”, ficam receosas em transar no primeiro encontro, sonham com véus e grinalda, querem a casa cheia de crianças, cachorros e almoços familiares aos domingos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem sim carinho, respeito, flores, ligação no dia seguinte. Outras vezes podem querer simplesmente uma bela trepada, um sexo gostoso. E que mal ha nisso? Nenhum, a não ser o fato (no primeiro caso) do medo de se assumirem assim, como se fosse uma regressão nos largos passos dados por outras gerações para chegarmos ate aqui. Na segunda opção, se negam talvez por receio de serem mal quistas pelo parceiro (depois do sexo), no caso de uma putaria recíproca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ambigüidade é retratada no livro de Zuenir Ventura, 1968 – O Ano Que Não Terminou, que descreve (entre outros) a trajetória pioneira desta geração que deu um passo à frente do seu tempo e passou a lutar por direitos iguais. Em uma passagem, a vanguardista revolucionária Heloísa Buarque aconselha uma amiga: “a gente tem que fingir que dá para os caras, mas a gente não tem que dar para os caras”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o assunto é sexo, dúvidas, moralismos e conflitos ainda imperam. Quantos sins e nãos você já disse baseada em alguma teoria ou tática, ou paranóia social? Quantos nãos foram ditos quando, na verdade, a vontade era arrancar a roupa e, literalmente, cair de boca? E por que não simplesmente fazer o que esta com vontade e bancar a vida no século 21? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os valores mudaram nos discursos, nos olhos do mundo, nas opiniões terceiras, nos programas da GNT, mas ainda não mudaram dentro de si próprias. E se a ressaca moral de terem dito sim - quando em suas cabeças - o certo era dizer não, a culpa de por não terem se dado e proporcionado o prazer, por não terem se liberado (e libertado) para fazer o que de fato queriam, incha a cuca e causa tantos conflitos quanto. Portanto, não queira ser bem resolvida para o vizinho da frente, para o colega do lado, para a amiga careta, para essa hipocresia social. Mas para si própria. Liberte-se. Permita-se permitir. Sempre. Você pode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-744949175549381361?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/744949175549381361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=744949175549381361' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/744949175549381361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/744949175549381361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2007/02/emancipao-sexul-s-avessas.html' title='Emancipação sexual às avessas'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-3734496664174833374</id><published>2007-02-23T13:30:00.000-08:00</published><updated>2007-02-23T13:33:50.556-08:00</updated><title type='text'>Chega de saudade</title><content type='html'>O prazer de aprender a viver sozinha, de realizar meus sonhos, de morar na cidade que escolhi para ser minha, de ver diariamente as mais belas paisagens e trampar a duas quadras da praia, supera qualquer falta de dinheiro, problema profissional ou os 500km que me separam da terra que me criou. O saldo positivo da balança só não me faz superar a falta que sinto dos meus amigos. Tê-los por perto é a completa realização. Mas saber que a visita vai acabar, que o adeus – mesmo que temporário – logo virá, sem data para a volta, me mata. Quando estão longe há tempos, as vantagens de morar aqui até que compensam, mas quando vem e vão levam sempre um pouquinho de mim. Além da falta que suas companhias me fazem, sinto a ausência desta parte que os acompanham, sinto falta de mim mesma, como se eu fosse mais “Gábi” com eles por perto. São dez, quinze anos de vida compartilhada, risadas multiplicadas, dores e amores, momentos divididos. É intimidade, respeito, carinho, admiração. A cerveja desce mais redondo, a vida é mais alegre, o conforto é certo, o apoio irrestrito, os dias mais divertidos. Até responsabilidade, história, trabalho, concreto, os levarem embora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-3734496664174833374?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/3734496664174833374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=3734496664174833374' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/3734496664174833374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/3734496664174833374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2007/02/chega-de-saudade.html' title='Chega de saudade'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-3330855011057112029</id><published>2007-02-23T10:21:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T10:58:48.258-08:00</updated><title type='text'>Cenas do Carnaval Carioca</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd9FnCOwSPI/AAAAAAAAABw/q_45_PJ7k_k/s1600-h/CARNAVAL+037.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034819445339474162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd9FnCOwSPI/AAAAAAAAABw/q_45_PJ7k_k/s400/CARNAVAL+037.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Pra tudo se acabar na quarta-feira...""E no entanto é preciso cantar, mais que nunca é preciso cantar. É preciso cantar e alegrar a cidade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd9C9COwSOI/AAAAAAAAABo/gkuGnwDi1io/s1600-h/CARNAVAL+030.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034816524761712866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd9C9COwSOI/AAAAAAAAABo/gkuGnwDi1io/s400/CARNAVAL+030.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"De dourado eu lhe vestia pra que o povo admirasse. Eu não sei bem com certeza porque foi que um belo dia, quem brincava de princesa acostumou na fantasia" div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd8-aiOwSMI/AAAAAAAAABY/iTIIOJjDlxQ/s1600-h/CARNAVAL3+071.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034811534009714882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd8-aiOwSMI/AAAAAAAAABY/iTIIOJjDlxQ/s400/CARNAVAL3+071.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre que tô feliz. Nessa eu vou de bar em bar, beber a vida, que eu sempre quis". Tá todo mundo sóbrio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd87oCOwSKI/AAAAAAAAABI/A7QyMSVlNus/s1600-h/CARNAVAL+023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034808467403065506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd87oCOwSKI/AAAAAAAAABI/A7QyMSVlNus/s400/CARNAVAL+023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Eu bem que mostrei sorrindo, pela janela, ai que lindo! Mas Carolina não viu..." rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd86uCOwSJI/AAAAAAAAABA/RqgujJkdSio/s1600-h/CARNAVAL+016.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034807470970652818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd86uCOwSJI/AAAAAAAAABA/RqgujJkdSio/s400/CARNAVAL+016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Meu Deus vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar, a evolução da liberdade, até o dia clarear. Ai que vida boa olê olê"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bolco Carioca de Gema quesito animação: NOTA DEIZ!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd85myOwSII/AAAAAAAAAA4/zNBclWuzYvE/s1600-h/CARNAVAL3+040.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034806246904973442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd85myOwSII/AAAAAAAAAA4/zNBclWuzYvE/s400/CARNAVAL3+040.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Tãnãnãnã nãnãnã nã, Tãnãnãnã nãnãnã nã...” rs&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd84ryOwSHI/AAAAAAAAAAw/hZvIxXso2ag/s1600-h/CARNAVAL3+010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034805233292691570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd84ryOwSHI/AAAAAAAAAAw/hZvIxXso2ag/s400/CARNAVAL3+010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Brasil, essas nossas verdes matas Cachoeiras e cascatas De colorido sutil ..."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-3330855011057112029?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/3330855011057112029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=3330855011057112029' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/3330855011057112029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/3330855011057112029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2007/02/cenas-do-carnaval-carioca.html' title='Cenas do Carnaval Carioca'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd9FnCOwSPI/AAAAAAAAABw/q_45_PJ7k_k/s72-c/CARNAVAL+037.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-3214933702084884533</id><published>2007-02-23T07:25:00.000-08:00</published><updated>2009-01-27T11:00:20.693-08:00</updated><title type='text'>Prazer, Sapucai</title><content type='html'>A cidade pára, o trânsito muda, as ruas fecham, as pessoas se mobilizam, os bicheiros riem, os gringos deslubram e eu, que me achava experiente em avenida, fiquei atônita ao chegar na Sapucai. Sozinha, naquela imensidão de cores e plumas, fantasias e máscaras, me achei. Entendi o que é carnaval, senti, de verdade, o coração bater mais forte, o amor por esta causa envolver, tomar, dominar, meus pensamentos, meu corpo, todos os meus sentidos. Respirei da paixão que há anos move uma cidade, pára um país. Sem drogas, fiquei extasiada desde a hora que me aproximava da concentração.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd9J_SOwSTI/AAAAAAAAAC0/6-2OSsbEEfg/s1600-h/CARNAVAL+037.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034824259997813042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd9J_SOwSTI/AAAAAAAAAC0/6-2OSsbEEfg/s320/CARNAVAL+037.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha o momento mais mágico que existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ápice se dá na disperção. É incrível e indescritível estar na Apoteose, o tempo corre diferente, o som da bateria percorre o corpo, a alegria é dividida, as pessoas trocam sorrisos, as lágrimas se confundem com suor, desconhecidos se abraçam. Nada pode ser mais democrático, em nenhum lugar pessoas e sentimentos têm tanto em comum como ao fim de um desfile na Sapucai. Pena que minha escola, Império Serrano, caiu... Hehehe, a emoção foi forte... E o pé frio também!!!&lt;br /&gt;Valeu Império Serrano!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-3214933702084884533?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/3214933702084884533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=3214933702084884533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/3214933702084884533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/3214933702084884533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2007/02/cidade-pra-o-trnsito-muda-as-ruas.html' title='Prazer, Sapucai'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd9J_SOwSTI/AAAAAAAAAC0/6-2OSsbEEfg/s72-c/CARNAVAL+037.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-2719614700137337740</id><published>2007-02-22T12:19:00.000-08:00</published><updated>2007-02-22T12:24:39.069-08:00</updated><title type='text'>O triste fim do BLÁ, BLÁ, BLÁ</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd375SOwSFI/AAAAAAAAAAY/ZUuA6Z_G9Hs/s1600-h/028_Prolixo_04_200.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034456920034920530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd375SOwSFI/AAAAAAAAAAY/ZUuA6Z_G9Hs/s400/028_Prolixo_04_200.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de muitas broncas de ex-editores; de namorados que mentiam ler as cartas até o fim, mas mal agüentavam chegar ao primeiro verso; de redações que insistiam em passar das “no máximo 25 linhas”; e de, por fim, reler os textos já postados neste blog, sou obrigada a concordar com a geral da nação e assumir: sou prolixa. Mas que característica mais chata essa! Porque é contraditória, na verdade eu a-d-o-r-o ser prolixa e falar em cem frases o que poderia dizer em uma, e repetir essas frases mais cem vezes para ficar bem claro. E dissertar mais um pouquinho sobre o tema. Não chego a escrever uma carta como a que Rachel manda para o Ross, porém, se deixar, eu exagero mesmo. Mas é um saco! Desnecessário e cansativo, quase um sonífero! Assumo, confesso, concordo. Droga! Vamos lá traçar mais uma meta para 2007: ser lacônica! rs&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-2719614700137337740?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/2719614700137337740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=2719614700137337740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/2719614700137337740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/2719614700137337740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2007/02/o-triste-fim-do-bl-bl-bl.html' title='O triste fim do BLÁ, BLÁ, BLÁ'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_a94CdTvmLAQ/Rd375SOwSFI/AAAAAAAAAAY/ZUuA6Z_G9Hs/s72-c/028_Prolixo_04_200.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-117165766535122341</id><published>2007-02-16T12:20:00.000-08:00</published><updated>2007-02-16T12:44:52.836-08:00</updated><title type='text'>Sou brasileiro e não desisto nunca!</title><content type='html'>Consegui novamente ver os olhos azuis mais belos do mundo (apesar das controvérsias!) e me despedir na noite em que ele dizia adeus ao Rio. Chico Buarque de Holanda, Canecão, 11 de fevereiro. Ao fim de um domingo típico, acordar tarde, almoço e clássico na TV (vitória incrível sobre o Corinthians), senti um ânimo que nem mesmo a chuva que insistia em cair era capaz de baixar. Tomei, inutilmente, um banho e fui para o show. Sem bolsa, sem lenço nem guarda-chuva, sem ingresso. Eu e meu documento. Dinheiro, cigarro e esperança do jeitinho brasileiro me ajudar a conseguir uma entrada aos 48m do segundo tempo. A fila estava grande e seu crescimento não cessava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma noite da brasilidade deste país tropical. Minutos se passaram, a chuva ao invés de parar, aumentou. Mas estavam todos alheios a ela, alheios às horas, com um objetivo em comum. Eram idosos, jovens, homens e mulheres, de diversas idades... Uniformizado e todo molhado, o segurança se dirigia aos grupos que compunham a fila. &lt;em&gt;“Não há mais chance, os ingressos acabaram, vocês estão perdendo tempo”&lt;/em&gt;. Em cada aglomerado de pessoas que o segurança, uniformizado e todo molhado, se dirigia, a reação era a mesma: um sinal positivo com a cabeça dava a entender que o recado fora dado. Mas ninguém arredava o pé. Frustrado, voltava ele ao seu posto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especulações eram feitas a toda hora, parecia brincadeira de telefone sem fio. Alguém ia à bilheteria, voltava com uma nova (ou velha) informação e está ia sendo repassada aos demais, até que chegasse ao fim da fila. Mais 30m, 40m, se passaram. Lá vinha o segurança em sua quarta tentativa. &lt;em&gt;“A bilheteria vai fechar, ninguém mais entra, não tem jeito”&lt;/em&gt;. O público se mostrava indiferente, tragavam seus cigarros e continuavam suas conversas inertes ao negativismo destes boletins repetitivos. Uma hora em pé na chuva e não vi nenhuma pessoa desistir, dar meia volta e tomar outro rumo. Já desmoralizado, certo que não possui nenhum poder de convencimento ou persuasão, o segurança se mostrava desolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes vi um grupo de pessoas tão determinadas. Fiquei na dúvida se era pelo Chico, ou por conseqüência do famoso slogan nacional: &lt;em&gt;Sou brasileiro e não desisto nunca!&lt;/em&gt; E provando a veracidade da frase, cada tupiniquim lá ficou, até que bons samaritanos resolveram abrir ingressos extras, e o melhor, a preços populares. Com pouco mais de uma hora em uma divertida fila, algumas cervejas e por 50 reais, entrei no Canecão. Muito melhor que comprar pela Internet, que chegar cedo e garantir a entrada, é SER BRASILEIRO E NÃO DESISTIR NUNCA! Dá mais emoção à vida e deu muito mais graça e valor ao show! Valeu Chico!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-117165766535122341?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/117165766535122341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=117165766535122341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/117165766535122341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/117165766535122341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2007/02/sou-brasileiro-e-no-desisto-nunca.html' title='Sou brasileiro e não desisto nunca!'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-116292084376125989</id><published>2006-11-07T09:25:00.000-08:00</published><updated>2007-02-28T09:52:25.367-08:00</updated><title type='text'>Último Desabafo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/1600/triste2.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/400/triste2.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, ela estava triste, nervosa, angustiada, a espera de notícias, de um sinal de vida. Novamente ele, calado, magoado com ela, decepcionado com outros. Deve ser grande demais suas ligaçõs para suportarem tantos dissabores... Brigam mais que se curtem, discutem mais que se amam, se chateam tanto e nunca trocaram presentes, choram sem jamais terem visto o dia amanhecer abraçados. Vivem crises sem reconciliação, desencontros sem volta, brigas sem o prazer do fazer as pazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, apesar dos reverses, possuem um diferencial e esse é o grande lance... São eles, que não se entendem juntos e não conseguem viver separados. Eles, que vivem intensamente cada conversa sobre a relação, cada amor em local inapropriado, cada cabulada de aula em nome de cerveja, vivem intensamente toda troca de experiência, todo café compartilhado e, como não podia deixar de ser, todas as brigas. Vivem o ciúme sem terem a posse, vivem a posse sem o título, vivem como namorados sem o melhor que o termo proporciona. Contando, ninguém entenderia. É, são eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O instante que ela o viu sentado naquela mesa de buteco, cercado de mulheres, sentiu calafrios e foi tomada por um frio na barriga e uma tremenda tremedeira nas pernas. Trataram-se como colegas, mentiram-se desconhecidos, engoliram a saudade a seco e se embebedam de orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não podia continuar assim, a cabeça é tantas vezes pequena, mas o coração é sempre grande demais. A saudade era maior que tudo. Quando se deu conta, sua memória aproveitou o fato de ser seletiva e esqueceu dos motivos que tão brava a deixaram, não pensou mais nas suas mulheres, não lembrou de que o título existe agora na sua vida. E não é ela que o faz existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São eles, e, como sempre, há uma conspiração esquisita. A mesma que causa a efermidade inesperada, a mesma que os mantém longe quando a vontade é de estar perto. Essa conspiração apareceu nesta noite e quando se deram conta, em meio às tantas pessoas, ávidas por uma carona, desesperadas para chegarem à uma boa balada, conseguiram, sem esforço, nem fugas, nem segundas intenções, entrar no carro e sair à sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao seu lado, ela sentiu-se segura e teve vontade de não brigar nunca mais, de seguir estrada a fora, de conversar mais e mais e mais e parar somente para abastecer e tocar viagem pra sempre. Ela deseja ir para longe dos seus pensamentos, driblar toda aquela conspiração, ir para algum lugar onde não tivessem passado, onde pudessem se apresentar, se conhecer e finalmente, de fato, se encontrar. Apesar dos desejos e devaneios, na verdade bastava a ela estar ali naquele banco... Onde tão bem se sentia e, contrariando a aversão ao nosso passado, onde era remetida a tantas boas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, de repente ela se dá conta que não é do passado que quer fugir. Mas dos seus atos. Ela fez merda, pisou na bola. Isso a estava matando, ela era ciumenta, cobrava dele sinceridade, lealdade, sem ter título ou moral algum. Não, ela não mais podia sustentar, sempre foi fiel aos seus princípios e agora traía, não só ele, mas também seus valores e crenças. Por outro lado, queria não contar, para tê-lo poupado desta dor e poder morrer com ela. Mas não achava justo... Como ocultar isso? Pensava, instantes antes de revelar a ele a verdade. Contou. Nunca saberá se devia ou não ter aberto a boca e soltado o verbo. O fato é que já foi e agora eles têem que lidar com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temporariamente, não há mais a declarar. Ela o machucara, ele estava com raiva, por ora triste. Ela queria passar dias e dias pedindo perdão, mas sabia que de nada adiantaria. A dor já fazia parte da suas histórias e as pedidos de desculpa não poderiam alterar este curso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-116292084376125989?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/116292084376125989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=116292084376125989' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/116292084376125989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/116292084376125989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2006/11/ltimo-desabafo.html' title='Último Desabafo'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-116129679411790527</id><published>2006-10-19T15:20:00.000-07:00</published><updated>2006-11-07T10:10:32.106-08:00</updated><title type='text'>O decote</title><content type='html'>À minha frente estavam os dois, lado a lado. O timbre da voz e o compasso dos braços deixavam claro o efeito dos chopps curtidos antes da minha chegada. Conversávamos sobre assuntos sérios, supérfluos, jornalismo e muito futebol. A decepção nas urnas paulistanas, a virada baiana, a partida entre Vasco e São Paulo do dia seguinte, o feriado de outubro, eram temas correntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre goles e tragos e papos diversos, estranhei que a pauta “mulheres” ainda não tivesse vindo à tona. Não perguntaram onde estavam minhas amigas gostosas, não falaram da bunda de ninguém, o assunto estava à margem. Estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, reparei que estavam prestando atenção demasiada a algo atrás de mim. Seus olhos brilhavam, exalavam suspiros, passeavam distraídos e voltavam disfarçados. Não quis perguntar, quanto mais curiosa fico mais eles me enrolam, por mais besta que seja a resposta, ela não seria dada a mim facilmente. Não achei que fosse nada demais e senti preguiça de começar a brincadeira: conta, não, ah vai, de jeito nenhum, por favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi ir ao banheiro, já estava mesmo em tempo, no caminho eu com certeza acharia o objeto/motivo/fato que tanto os atordoava. Ao me virar dei de cara com uma mesa cheia de mulheres. Cheia não, eram cinco, ou seis. Sim, só isso já bastaria para lhes tomar a atenção, mas havia algo de hipnotizador e não era o conjunto que elas formavam – estavam longe de compor um belo harém, juro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Badaladas da zero hora já haviam soado há tempos. Estranho, ele não começara a reclama, não dissera que estava tarde, que passava da hora de ir embora, que dia seguinte é dia de branco, nem tampouco do grande problema de sua vida: dormir tarde e acordar cedo. E o mais estranho, ainda bebia, tranquilamente. Normalmente, quando peço mais um chopp após à meia noite ele (que vira abóbora, conforme dito), diz que sou desmedida, me chama de exagerada, irresponsável, se peço dois então, viro a alcoólatra. Além de dissertar sobre minha relação com o meu dinheiro. "Você torra o que recebe, não planeja nada, não guarda, vive como se não fosse acordar amanhã. Não sei como tu se criou até agora" - são as frases corriqueiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chiquinho, mais um chopp – disse ele, para completar meu espanto, com ar de quem tinha algo a dizer, bastava o primeiro gole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chopp chegou, acendi um cigarro, ele o bebeu calmamente e ainda com olhos enfeitiçados disse, como que para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus do céu, que decote!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/1600/decote1.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/200/decote1.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Decote? Por diversas vezes não ouviam o que eu dizia, não respondiam minhas perguntas, me deixavam curtir a bebida a vontade, não imitaram meu sotaque, estavam ótimos e tudo isso por causa de um mísero decote? Sim, mísero sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resisti e virei sem disfarces, olhei secamente para aquela mulher, friamente observei seus seios. Eram normais e pra completar usava uma camiseta (decotada), mas com mangas, brancas daquelas com aquele desenho em “u”! Básica! O cabelo não chamava atenção e seu rosto não tinha o menor brio ou qualquer graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não reparei na cara dela, é bonita? – disse (só pode ter sido para me irritar!) forçando seu sotaque pernambucano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acreditei no que estava acontecendo. De repente, tudo era válido, eles estavam como eu gostaria que fossem, com o riso e a leveza que sonhei conviver, tantas noites, neste mesmo bar, pedi em vão para que eles fossem mais relaxados, que curtissem mais a noite, que não me enchessem tanto o saco e agora eles assim estavam devido ao simples decote?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devia agradecer à ela (ou ao decote dela!). Sim, enquanto os seios da mulher sem graça divertissem meus amigos, tudo era válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de um texto que um colega postou em seu blog. Era a descrição do chamado “dia de cão”, os acontecimentos estavam tortos, até que uma mulher de vestido lilás decotado entra no ônibus e enche de cor e charme os nebulosos fatos que tanto o irritavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível que ponto chega a imaginação masculina! Senti vontade de estudar o cérebro (deles) e ver os mecanismos que são acionados quando a visão detecta algum pedaço do corpo do sexo oposto exposto. O tempo perde importância, seus olhos tomam vida própria, sua mente flui, os assuntos pouco importam e seus “vastos” mundos limitam-se à mágica visão que tanto os inspira. Que naquele momento, era aquela mulher sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desempregada, sem hora para acordar, bebendo às custas deles, decidi também tirar minha lasquinha e aproveitar a situação que os deixara tão “bonzinhos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chiquinho, me da um malboro, mais um chopp e traz o cardápio. A cozinha está aberta ainda, né? Qual sua sugestão do dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me animei, pensei até em estabelecer contato e trazer sempre ao Tasca aquele decote sem graça. Eu já me apetecia com as opções que o Chiquinho ia me sugerindo, "bolinho de bacalhau, pastel de siri e polvo, caldinho de feijão". Abri o cigarro, acendi o primeiro, bebi com prazer meu chopp. Tudo ia bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que a mulher decotada de rosto sem sal colocou uma blusa de mangas compridas e gola alta. Foi como se as luzes se apagassem, o colorido preto e branco virasse. A música pediu silêncio e o redor perdeu o brilho. O decote que trazia alegria fora embora e, sem ele, a vida voltava ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, ela é bem feinha mesmo, viu? Você tinha razão Gábi – ele disse, decepcionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parece uma fuinha! E o cabelo? Horrível, ele não deve ver um pente há tempos! – concordou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soltei o cabelo, que, como nos comercias de xampoo, caíram leves e brilhantes sob meus ombros. Olhei meu decote, puxei a blusa mais pra baixo. Eu estava queimada, a marca aparecia. Eu tinha razão, ela era feia. Eu estava armada, meu copo estava cheio e tinha nicotina a vontade. Soberana, eu exalava um ar sarcástico repleto de satisfação. Mas a vida havia voltado ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, tu pediu outro chopp? Vai virar alcoólatra! Ta com a vida ganha né? Amanhã tu não faz nada, eu acordo cedo. Nem sem trabalho tu pensa em economia? Vou cobrar você amanhã mesmo. Não sei como se criou até agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chiquinho leva essa cardápio. Ela não quer nada, traz a conta pra gente. E não precisa de saidera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo foi decidido e nada a mim foi perguntado. Pagamos a conta e saímos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh Gabi, tu ta no Rio sabia? Essa blusa é muito decotada, você não devia ficar andando por aí assim. Ainda mais a noite, pra ir à um barzinho. Se ainda fosse para uma festa fechada, tudo bem. Mas pra vir aqui, desnecessário! Não entendo isso. Qual objetivo de sair de casa com um decote desse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei em silêncio, rindo pra dentro e, como não podia deixar de ser, desprovida de grandes pensamentos. Dormi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-116129679411790527?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/116129679411790527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=116129679411790527' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/116129679411790527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/116129679411790527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2006/10/o-decote.html' title='O decote'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-115945946007010157</id><published>2006-09-28T07:46:00.000-07:00</published><updated>2006-11-07T10:12:24.536-08:00</updated><title type='text'>Nos palcos da vida...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/1600/casal1-teatro.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/320/casal1-teatro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Preciso que saiba, amor,&lt;br /&gt;Você viveu sozinho&lt;br /&gt;Ajudei a criar,&lt;br /&gt;Mas não participei&lt;br /&gt;Fiz graça, fiz de conta&lt;br /&gt;Camuflei&lt;br /&gt;E você nem percebeu&lt;br /&gt;Somente você viveu&lt;br /&gt;Os sonhos&lt;br /&gt;Os planos&lt;br /&gt;A tua espera, esta foi verdadeira&lt;br /&gt;Mas infundada&lt;br /&gt;Eu já sabia que não ia dar em nada&lt;br /&gt;E você nem percebeu&lt;br /&gt;Não, não, meu querido&lt;br /&gt;Culpada não me sinto&lt;br /&gt;Sou peça deste teatro danado&lt;br /&gt;Faço parte dos palcos da vida...&lt;br /&gt;Ah, verdadeiras também foram as brigas&lt;br /&gt;Mas as juras, meu anjo,&lt;br /&gt;Nunca existiram&lt;br /&gt;Você jurava, respondia e acreditava&lt;br /&gt;Sozinho&lt;br /&gt;E você nem percebeu&lt;br /&gt;Sinto querido,&lt;br /&gt;Mas este espetáculo, cansei de protagonizar&lt;br /&gt;Mesmo sem participar&lt;br /&gt;E você ainda sem perceber...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-115945946007010157?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/115945946007010157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=115945946007010157' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/115945946007010157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/115945946007010157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2006/09/nos-palcos-da-vida.html' title='Nos palcos da vida...'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-115921275898644451</id><published>2006-09-25T12:30:00.000-07:00</published><updated>2007-02-22T13:05:54.769-08:00</updated><title type='text'>Dificuldades Amorosas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/1600/MARACAIPE%20049.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/320/MARACAIPE%20049.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No passeio de jangada, na Baía de Maracaípe, um casal de cavalos marinhos. Será que sofrem como nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIFICULDADES AMOROSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento escrevo para você, enquanto o avião me leva à Recife, finjo que a mesa do lanche é a escrivaninha do meu quarto. Às vezes páro e olho o céu, apesar de perto, parece estar ainda mais longe. Vejo estrelas que não sei onde estão e fico imaginando como se mostram a você. Procuro a lua, em vão, deve estar descansando após tamanha beleza e grandiosidade exibida no final de semana que estivemos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inerte aos barulhos, longe do palpável, há milhas do chão, penso nessa força que nos aproxima e separa, atrai e repele. Tantas vezes achei que te amava, mais outras ainda te desgostei e em muitas vi nosso fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, minhas suposições nunca funcionaram em se tratando de nós dois. Minha intuição então... Esta, sempre passou longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, olhei para o lado – em paralelo à carta – para refletir sobre a ineficiência do meu sexto sentido e me deparei com um livro aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pernambucano, por volta de 50 anos, de óculos, jeans e camisa, o lê com atenção. Certas vezes sussurra algumas frases, como que para melhor assimilá-las. Em outros momentos percorre as linhas com o dedo, como que para não perder nem uma só sílaba, ou para acelerar a vista, que não acompanha o cérebro. Não consigo ver o nome do livro, mas o capítulo, escrito bem grande, acaba de ser anunciado. “Dificuldades Amorosas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, este homem, de barba na cara e cabelo no peito, nordestino arretado, cabra da peste, sofre de amor e, aos 50 anos, busca na leitura uma explicação. Eu, metade da sua idade, o triplo do seu romantismo, mas talvez com tantos sonhos quanto, também passo horas tentando entender os porquês. Dos encontros, das despedidas, dos atos, das vindas. Assim como meu colega de vôo, quero razão em meio a tantas loucuras, todas provenientes do meu inquieto coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, talvez o que procuramos não está nas páginas do livro ao lado, nem em meus pensamentos. Quem sabe o que queremos está aqui – agora com exatidão, depois de perguntar à aeromoça! – há 37 mil pés do solo, junto com a lua que descansa oculta, na estrela que vemos diferente, quem sabe no meio do céu, como partícula. As explicações devem ser vozes silenciadas, objetos não palpáveis, sensações não descritíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, é na ausência de motivos que está a graça, que nos liga e separa, conforme bem entende, ignorando as expectativas, atropelando o óbvio, sem aviso prévio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, na verdade tudo isso é utópico, já que, mais uma vez, procurei um motivo e fiz da tua ausência a explicação. Não tem jeito não, estão sempre atrás de porquês, meus pensamentos e até meus devaneios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando neles, a comparação da mesa com a escrivaninha é infundada, já que meu quarto possui apenas cama, armário e criado mudo. Também, infelizmente, não páro olhar o céu. Além da janela fechada, estou desconfortavelmente na poltrona do meio. Mas penso em como você está vendo as estrelas, já que não as vejo de maneira alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o homem ao meu lado corresponde à descrição e, de fato, lê um livro de auto-ajuda-amorosa. Enquanto escrevia, ele avançou o capítulo, depois das "Dificuldades Amorosas", a "Acomodação"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você deve ter percebido, esqueci meus livros na estante e as revistas foram embora em alguma escala deste vôo que, segundo o piloto, "nasceu 12h30, em Foz do Iguaçu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a tradução do que é real e o que minha mente produziu... Que te amo e te odeio, não nego. Mas, para dois jornalistas em tempo real, essa informação está mais caduca que o outro senhor ao meu lado. Falando nos companheiros de vôo, o vizinho do corredor chegou a uma nova etapa do livro. Não resisto... "Forças e Fraquezas"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fique claro: não sou eu que escrevo devagar, os capítulos é que são curtos! Mas, por fim, busco - como o pernambucano ao lado - explicações e o farei sempre. Principalmente em relação à nossa... Essa nem Freud explica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveite o Rio... Enquanto eu curto Recife. "Vá entendê!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS. Depois de posar para minha máquina, os cavalos voltam para água e seguem seu caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-115921275898644451?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/115921275898644451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=115921275898644451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/115921275898644451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/115921275898644451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2006/09/no-passeio-de-jangada-na-baa-de.html' title='Dificuldades Amorosas'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34914297.post-115920802163084074</id><published>2006-09-25T11:12:00.000-07:00</published><updated>2007-02-22T13:04:46.514-08:00</updated><title type='text'>Na estrada</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/1600/Estrada-3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2805/3875/320/Estrada-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me sinto em uma estrada… As luzes e a beleza do fim de tarde emulduram a paisagem. O sol se põe sem pressa, finge não saber das horas, ignora a chegada da noite e exibe seus raios vaidosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira estrela não se intimida e aparece radiante, longe de ofuscar a luz do dia que chega ao fim, mas segura, também se impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens ensaiam, mas diante do espetáculo, optam por não escondê-lo e aproveitam para admirá-lo como poesia enquanto descansam atrás da montanha. O verde está mais verde, o azul anil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sigo pela estrada, ampla e sem buracos. O asfalto corre liso, desliza, não mostra seu fim. Quer fazer parte disto, quem sabe tornar-se infinito e compor também o cenário ao longo da eterna estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio das grandiosidades, caminho. Sou pessoa, sou verdade, mas parece que tenho dentro de mim um motor. Destes bem potentes, de Ferrari de F-1, mas sem aquele – desculpa meninos – incômodo barulho que nos desperta domingo de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está responsável pelo som são os pássaros, que pulam de galho em galho, cantando avoados. O vento também dá o ar da graça. Quando o calor ameaça ultrapassar a tênue linha entre o prazer e seu oposto, ele dá no gosto e manda a brisa suave, que vem refrescar e jogar meus cabelos para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ferrari que sou é turbo e possui combustível suficiente para testar o infinito. Sei de onde vim, mas não faço idéia de para onde estou indo. Caminho sentindo a brisa, o calor, seguindo meus instintos. Mas chega a hora da bendita arrancada. Finjo que não sei de nada e, vagarosamente, ando em passos distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pássaros se acalmam, alarde já não mais fazem e silenciam meu trajeto. O sol se despede aos poucos, faz cerimônia, já consciente que é chegada a hora. E prova que é sensato e responsável. Muito mais que eu, que tenho o motor de Ferrari, o infinito à frente, mas em contrapartida minha mente que mente e camufla a hora de arrancar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se vai de vez, mas a estrada não fica abandonada, ganha a luz da bola, que não rola em gramados, mas passei no universo, muda de fase, tamanho e cor, mas que agora está cheia, impedindo que o escuro traga medo e oculte a paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inerte à mudança está a brisa, que mostra independência, provando que falta a mim vivência e coragem, para cumprir com minha missão, partir para arrancada, parando de fingir que não sei de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo no asfalto e, mais uma vez analiso: tenho as possibilidades do infinito, ao meu redor o que há de mais bonito, dentro de mim um motor potente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas permaneço na primeira, quando não, puxo o freio de mão. Admiro tudo à minha volta, mas opto pelo devaneio à realização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34914297-115920802163084074?l=devaneioserealidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/feeds/115920802163084074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34914297&amp;postID=115920802163084074' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/115920802163084074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34914297/posts/default/115920802163084074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneioserealidade.blogspot.com/2006/09/s-vezes-me-sinto-em-uma-estrada-as.html' title='Na estrada'/><author><name>Devaneios</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
