Sou brasileiro e não desisto nunca!
Consegui novamente ver os olhos azuis mais belos do mundo (apesar das controvérsias!) e me despedir na noite em que ele dizia adeus ao Rio. Chico Buarque de Holanda, Canecão, 11 de fevereiro. Ao fim de um domingo típico, acordar tarde, almoço e clássico na TV (vitória incrível sobre o Corinthians), senti um ânimo que nem mesmo a chuva que insistia em cair era capaz de baixar. Tomei, inutilmente, um banho e fui para o show. Sem bolsa, sem lenço nem guarda-chuva, sem ingresso. Eu e meu documento. Dinheiro, cigarro e esperança do jeitinho brasileiro me ajudar a conseguir uma entrada aos 48m do segundo tempo. A fila estava grande e seu crescimento não cessava.
Foi uma noite da brasilidade deste país tropical. Minutos se passaram, a chuva ao invés de parar, aumentou. Mas estavam todos alheios a ela, alheios às horas, com um objetivo em comum. Eram idosos, jovens, homens e mulheres, de diversas idades... Uniformizado e todo molhado, o segurança se dirigia aos grupos que compunham a fila. “Não há mais chance, os ingressos acabaram, vocês estão perdendo tempo”. Em cada aglomerado de pessoas que o segurança, uniformizado e todo molhado, se dirigia, a reação era a mesma: um sinal positivo com a cabeça dava a entender que o recado fora dado. Mas ninguém arredava o pé. Frustrado, voltava ele ao seu posto.
Especulações eram feitas a toda hora, parecia brincadeira de telefone sem fio. Alguém ia à bilheteria, voltava com uma nova (ou velha) informação e está ia sendo repassada aos demais, até que chegasse ao fim da fila. Mais 30m, 40m, se passaram. Lá vinha o segurança em sua quarta tentativa. “A bilheteria vai fechar, ninguém mais entra, não tem jeito”. O público se mostrava indiferente, tragavam seus cigarros e continuavam suas conversas inertes ao negativismo destes boletins repetitivos. Uma hora em pé na chuva e não vi nenhuma pessoa desistir, dar meia volta e tomar outro rumo. Já desmoralizado, certo que não possui nenhum poder de convencimento ou persuasão, o segurança se mostrava desolado.
Poucas vezes vi um grupo de pessoas tão determinadas. Fiquei na dúvida se era pelo Chico, ou por conseqüência do famoso slogan nacional: Sou brasileiro e não desisto nunca! E provando a veracidade da frase, cada tupiniquim lá ficou, até que bons samaritanos resolveram abrir ingressos extras, e o melhor, a preços populares. Com pouco mais de uma hora em uma divertida fila, algumas cervejas e por 50 reais, entrei no Canecão. Muito melhor que comprar pela Internet, que chegar cedo e garantir a entrada, é SER BRASILEIRO E NÃO DESISTIR NUNCA! Dá mais emoção à vida e deu muito mais graça e valor ao show! Valeu Chico!
Foi uma noite da brasilidade deste país tropical. Minutos se passaram, a chuva ao invés de parar, aumentou. Mas estavam todos alheios a ela, alheios às horas, com um objetivo em comum. Eram idosos, jovens, homens e mulheres, de diversas idades... Uniformizado e todo molhado, o segurança se dirigia aos grupos que compunham a fila. “Não há mais chance, os ingressos acabaram, vocês estão perdendo tempo”. Em cada aglomerado de pessoas que o segurança, uniformizado e todo molhado, se dirigia, a reação era a mesma: um sinal positivo com a cabeça dava a entender que o recado fora dado. Mas ninguém arredava o pé. Frustrado, voltava ele ao seu posto.
Especulações eram feitas a toda hora, parecia brincadeira de telefone sem fio. Alguém ia à bilheteria, voltava com uma nova (ou velha) informação e está ia sendo repassada aos demais, até que chegasse ao fim da fila. Mais 30m, 40m, se passaram. Lá vinha o segurança em sua quarta tentativa. “A bilheteria vai fechar, ninguém mais entra, não tem jeito”. O público se mostrava indiferente, tragavam seus cigarros e continuavam suas conversas inertes ao negativismo destes boletins repetitivos. Uma hora em pé na chuva e não vi nenhuma pessoa desistir, dar meia volta e tomar outro rumo. Já desmoralizado, certo que não possui nenhum poder de convencimento ou persuasão, o segurança se mostrava desolado.
Poucas vezes vi um grupo de pessoas tão determinadas. Fiquei na dúvida se era pelo Chico, ou por conseqüência do famoso slogan nacional: Sou brasileiro e não desisto nunca! E provando a veracidade da frase, cada tupiniquim lá ficou, até que bons samaritanos resolveram abrir ingressos extras, e o melhor, a preços populares. Com pouco mais de uma hora em uma divertida fila, algumas cervejas e por 50 reais, entrei no Canecão. Muito melhor que comprar pela Internet, que chegar cedo e garantir a entrada, é SER BRASILEIRO E NÃO DESISTIR NUNCA! Dá mais emoção à vida e deu muito mais graça e valor ao show! Valeu Chico!

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