Apanhando dos ponteiros

Há anos encaro batalhas intermináveis numa luta sem fim contra meu relógio biológico. Os ponteiros que o regulam são independentes e muito mais teimosos que eu. Vinte e cinco primaveras depois, finalmente a paz.
Sempre tentei, em vão, organizar meus horários. Perda de tempo. Eles continuam envoltos à zona descriteriosa que sempre estiveram. Trabalhando insanamente ao longo de mais das teóricas 8h/dia, acordando cedo para fotossíntese ou uma corrida, minha última tentativa de dormir cedo foi feita há pouco. E abandonada agora.
Sete da manhã de pé, sono no trabalho, sono no almoço, sono de tarde. Oito da noite a melatonina (hormônio do sono) vem com todas força... Justo na hora que não posso dormir, senão acordo no meio da madrugada. Dez da noite, hora de ir para cama... Pronto: pique total!
Deitei antes da meia noite dias e dias. Rodei para um lado. Mudei para outro. Nada. E o mais curioso que sempre estudei de manhã, tantas vezes levantei com o sol nascendo e meu reloginho nunca se acostumou a dormir cedo. Mas se adaptou perfeitamente às poucas 4h, 5h/noite de cama. Ok relógio biológico....
Aproveite a manhã, trampe durante toda a tarde, caia sempre na night, curta a madrugada chegando. Afinal, dormir para quê?

1 Comments:
Puxa, achei que era só eu que tinha uma vida toda invertida, trocada!
Pois é uma hora o corpo acostuma com 4/5 horas de sono, ou pior, acostuma a ficar sem dormir!
Show seu blog, vou likar ok?!
Beijos
Postar um comentário
<< Home