Emancipação sexual às avessas
Vejo grande parte da população feminina consciente, ganhando seu próprio dinheiro, bancando suas contas e, se for o caso, de seus dependentes; expondo intimistas, mesmo que graciosamente, suas opiniões. Observo-as discursando enfáticas sobre sexo enquanto prazer separadamente de amor, sobre satisfazer seus corpos e realizar seus desejos. Mas, na hora do “vamo ve”, ficam receosas em transar no primeiro encontro, sonham com véus e grinalda, querem a casa cheia de crianças, cachorros e almoços familiares aos domingos.
Querem sim carinho, respeito, flores, ligação no dia seguinte. Outras vezes podem querer simplesmente uma bela trepada, um sexo gostoso. E que mal ha nisso? Nenhum, a não ser o fato (no primeiro caso) do medo de se assumirem assim, como se fosse uma regressão nos largos passos dados por outras gerações para chegarmos ate aqui. Na segunda opção, se negam talvez por receio de serem mal quistas pelo parceiro (depois do sexo), no caso de uma putaria recíproca.
Essa ambigüidade é retratada no livro de Zuenir Ventura, 1968 – O Ano Que Não Terminou, que descreve (entre outros) a trajetória pioneira desta geração que deu um passo à frente do seu tempo e passou a lutar por direitos iguais. Em uma passagem, a vanguardista revolucionária Heloísa Buarque aconselha uma amiga: “a gente tem que fingir que dá para os caras, mas a gente não tem que dar para os caras”.
Quando o assunto é sexo, dúvidas, moralismos e conflitos ainda imperam. Quantos sins e nãos você já disse baseada em alguma teoria ou tática, ou paranóia social? Quantos nãos foram ditos quando, na verdade, a vontade era arrancar a roupa e, literalmente, cair de boca? E por que não simplesmente fazer o que esta com vontade e bancar a vida no século 21?
Porque os valores mudaram nos discursos, nos olhos do mundo, nas opiniões terceiras, nos programas da GNT, mas ainda não mudaram dentro de si próprias. E se a ressaca moral de terem dito sim - quando em suas cabeças - o certo era dizer não, a culpa de por não terem se dado e proporcionado o prazer, por não terem se liberado (e libertado) para fazer o que de fato queriam, incha a cuca e causa tantos conflitos quanto. Portanto, não queira ser bem resolvida para o vizinho da frente, para o colega do lado, para a amiga careta, para essa hipocresia social. Mas para si própria. Liberte-se. Permita-se permitir. Sempre. Você pode.
Querem sim carinho, respeito, flores, ligação no dia seguinte. Outras vezes podem querer simplesmente uma bela trepada, um sexo gostoso. E que mal ha nisso? Nenhum, a não ser o fato (no primeiro caso) do medo de se assumirem assim, como se fosse uma regressão nos largos passos dados por outras gerações para chegarmos ate aqui. Na segunda opção, se negam talvez por receio de serem mal quistas pelo parceiro (depois do sexo), no caso de uma putaria recíproca.
Essa ambigüidade é retratada no livro de Zuenir Ventura, 1968 – O Ano Que Não Terminou, que descreve (entre outros) a trajetória pioneira desta geração que deu um passo à frente do seu tempo e passou a lutar por direitos iguais. Em uma passagem, a vanguardista revolucionária Heloísa Buarque aconselha uma amiga: “a gente tem que fingir que dá para os caras, mas a gente não tem que dar para os caras”.
Quando o assunto é sexo, dúvidas, moralismos e conflitos ainda imperam. Quantos sins e nãos você já disse baseada em alguma teoria ou tática, ou paranóia social? Quantos nãos foram ditos quando, na verdade, a vontade era arrancar a roupa e, literalmente, cair de boca? E por que não simplesmente fazer o que esta com vontade e bancar a vida no século 21?
Porque os valores mudaram nos discursos, nos olhos do mundo, nas opiniões terceiras, nos programas da GNT, mas ainda não mudaram dentro de si próprias. E se a ressaca moral de terem dito sim - quando em suas cabeças - o certo era dizer não, a culpa de por não terem se dado e proporcionado o prazer, por não terem se liberado (e libertado) para fazer o que de fato queriam, incha a cuca e causa tantos conflitos quanto. Portanto, não queira ser bem resolvida para o vizinho da frente, para o colega do lado, para a amiga careta, para essa hipocresia social. Mas para si própria. Liberte-se. Permita-se permitir. Sempre. Você pode.









